sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Às vezes o que a gente procura, não é o que a gente procura. É o que a gente encontra."

Como escrever sobre o que não vivi? Tudo pode ser muito semelhante, mas nunca é igual.
Nunca vamos viver o mesmo momento ou sentir o mesmo sentimento outra vez.
Mais intenso, mais sereno, mais turbulento, calmo até demais. Nunca igual.
Não quer dizer que tudo foi esquecido ou será sempre lembrado. Só quer dizer que é diferente.
Diferente.
Quando encontramos alguém diferente, passamos a ver tudo de um modo... diferente.
As coisas que nunca foram notadas passam a ter todo sentido. E o que antes era tão importante,
passa a ser uma lembrança do que foi muito bonito.
O que me cerca é tão atraente, tão vivo, tão tocável.
Tudo que eu já fui, tudo que eu sou e o que posso ser. É diferente.
É poder ser completa. É não precisar fingir. É poder gritar e rir. Como me negar essa sensação tão agradável? Quem o faria?
A insonia me consome toda noite. As incertezas parecem tão distantes, agora. Não consigo ignorar esse turbilhão aqui dentro. Eu quero tudo! Sem hesitar. Eu quero fazer cada dia valer a pena.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que não tem vergonha, nem nunca terá...

- Vamos dançar?
Ficha técnica:
Pessoa: desconhecida.
Tom de voz: gentil e sugestivo.
Olhar: confiante.
Movimentos corporais: suaves e singelos, determinados.
Cenário: Indiferente.
Final: Vocês vão para a cama.
Creio que esses sejam os passos mais conhecidos (sujeito a variações).*

 Quem não se renderia aos encantos? Quem resiste ao charme e sedução de mais um convite? Mas... convite para que? Amor? Prazer?  Vingança?
A grande realidade: somos banais. E somos pra caramba!
Nos tornamos assim com o tempo, experiências, frustrações, desvio de caráter. Perdemos a inocência. Alguns já não têm nada a perder mesmo.
 Sexo. Aii esses tempos, essa idade tão contemporânea, me assusta! [Me atrai!]
Falando sério, quem não broxa quando escuta: “Vamos fazer amor?” – aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarg! – Isso devia ser um crime!!!
Bem, aí está a prova: acabamos, liquidamos, destruímos o romance (quando se trata de sexo)!
Nem adianta ser hipócrita.
Situação: Você vê aquela mulher com tudo no lugar, cabelo bonito, tudo muito atraente. A primeira coisa que você pensa é:
1)      Só vamos transar depois do casamento. E eu vou te amar e respeitar PARA SEMPRE!
2)      Te como de boa! (de quatro, de frente, de lado)
Situação: Querida amiga, quando aquele cara do jeito que você gosta - vindo diretamente do Olimpo -  passa perto de você, qual a primeira coisa que você pensa?
1)       Será que eu apaguei a luz antes de sair de casa?
2)      Hmmm’ acho que ele tem pegada. Deve fazer sexo muito bem.

Encaremos os fatos: amor é amor, mas sexo é sexo. Hoje em dia, ninguém está imune a esta nova realidade. Nem as mulheres, antes tão recatadas, hoje tão modernas.
Obviamente, com este olhar, não quero dizer que o amor esteja banido da nossa vida. Só quero dizer que: as pessoas fazem sexo por amor ou não.
O que eu quero dizer com todo o blá, blá, blá é que o sexo foi banalizado. É algo tão comum como beijar na boca, pagar a conta, dizer te amo (antes era bom dia, hoje é eu te amo). Antigamente o sexo era a demonstração de amor mais verdadeira e pura que alguém poderia oferecer. Ainda pode ser. Mas, agora, fazemos, também (e muito mais), sexo só por fazer. Só pelo prazer.

- Enfim, quer dançar?
- Claro! Você paga o motel! u.u

*O texto não tem como finalidade ofender nenhum paradigma, doutrina, ideologia, religião e afins. É apenas uma observação, do cotidiano, do meu ponto de vista. Esquece isso. ^^