quarta-feira, 24 de agosto de 2011

shhh...

"Já que tá no inferno, abraça o capeta!"
É com essa frase de efeito que eu começo esta merda.
Quando eu parecer desesperada, não se assuste, daqui a pouco passa. rs
O problema é que pode passar. É aí que mora o perigo, compreendes, sinhô?
Talvez eu não queira que passe. Talvez eu queira, como diz a tety, "curtir meu tombo", com minhas drogas alternativas ou não. Meu rock, meus amigos, meus cigarros, minhas coisas. Nada disso vai me preencher ou me deixar feliz. Não. Tenho essa ilusão, não. Mas vai dar uma puta aliviada!
Porque as vezes nossos gritos não são ouvidos, e pela lei de murphy, é justamente quando se mais precisa que ngm te escuta.
Aí eu ligo o microfone, e naquele momento só existe a Nayra. Porque ali eu sei, que naquele momento, alguém vai me ouvir. Porque gritar em vão, é chato. Cansa a garganta. Fazer barulho, pra pouco migalha, é foda!
E quando você nota, tá acordando no meio da noite, assustada, tremendo, sozinha. Vai ligar pra quem? Vai falar o que? Vai ao médico? Me faltam argumentos.
Tá difíci. Tá difícil me concentrar, tá difícil acordar. Ando quebrando copos, errando o caminho, errando o tom, errando a voz, as palavras... as palavras são insuficientes, acho.
Não quero mais fingir sorrisos, felicidades e afins. Não quero mais. Não quero mais ouvir essas vozes que dizem pra esquecer, pra deixar pra lá, que não vale a pena. Não quero ninguém dando pitaco! u.u
Érr... eu sei, to meio perdida, mesmo. TO SABEEENDO! E pelo jeito, já não faz diferença. Daí, eu só quero dormir, sabe, sinhô? Dormir, mas não sonhar. Ontem meu sonho foi real demais, e foi difícil demais acordar, seu moço. Por isso, eu não quero sonhar, não. Quero só dormir. A indiferença, dói muito, meu caro. Posso com isso não. Me deixa dormir, que eu to doente. Eu to dodói da cabeça, do peito, do pulmão, do fígado, da alma. Pode deixar, nada vai acontecer, eu só vou dormir. E as horas vão passar, os dias tbm, o vento... preciso ver não, seu moço.
Quando tudo estiver bem, você me acorda. Mas, por favor, só quando estiver bem, tá? Estou sem condições de nos ver tristes. Você me entende, querido? Entende? Tem alguém aí? Alô? Alguém? Por favooor, alguém vai me dizer que tá tudo bem? Porque nada aqui parece estar bem. Nada. >.<'


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Alô? Tem algo marcado pra hoje? Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa? (E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia… Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios… O coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei… Queria saber se você não está a fim de amar um pouco? Se aceita ser amado. E me amar.) Aí a gente pode bater um papo. Sair com a turma." (por Dayana Misael)

Quantas vezes fazemos isso? Guardamos em nós o que queremos dizer a alguém, pq temos medos. Medos bobos. Sim, bobos. Como perdemos nosso tempo com medo de sofrer, de ser feliz, de bicho papão.
Demorou até que eu pudesse entender que somos todos diferentes. Não é porque uma pessoa te magoa, que a outra vai magoar. As vezes nós mesmos, magoamos sem querer ou saber. De qualquer forma, não devemos ter medo de sentir. Devemos ter cuidado, mas não medo.
O engraçado é que, falando assim, parece fácil né? Muito simples! rs -NNNN
Eu sou a primeira a dizer que é foda seguir meu conselho! hahaha
É que eu sou dessas romanticas esquecidas, que prestam atenção nos detalhes e se perdem em devaneios por aí... mas disfarça. Sou do tipo que só observa, não fala nada. Igualzinho ao texto acima.
Ao mesmo tempo, eu sinto um viés tão forte de seguir meu pobre coraçãozinho de marré-marré. rs
Essa confusão interna, as vezes me agrada, as vezes me assusta. Não, não penso em parar.
Acho até que vou falar, acho até que vou me levar... e sentar e te abraçar, e deixar... o peito faz o resto.

papo piegas, esquece isso...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pedaços de mim em exposição...

Hoje me olhei no espelho. Me vi nua e crua. Pálida, magra. Vi mais do que vejo. Olhei para mim.
Vi meu vazio, vi quase nada. Vi tudo. Vi alguns medos, na verdade eram muitos, todos bem escondidos, pude notar.
Vi uma saudade, pouco lembrada, mas não ausente.
Vi poucos planos, ainda não concluidos. Vi minha força, tão fraca que mal a reconheci.
Havia dor em mim, também. Tentei não olhar, mas não pude evitar. Haviam gritos sufocados, guardados em uma gaveta.
Percebi, bem pequena e solitária... ela estava ali. Ela, que sempre me levava onde queria: A esperança. Já meio esgotada, um tanto cansada.
Perto do peito vi um rosto. Parecia muito comigo, mas não era eu. E o rosto me olhou como quem estende a mão. E eu olhei de volta, como se me enxergasse, como se entendesse que esse rosto era uma parte de mim. Como se fosse a minha metade, e fosse me preencher. Foi até bonito.
Hoje eu quis não querer nada, nem ninguém. Hoje, só hoje, eu não queria amar ninguém, eu queria não me importar com mais nada. Hoje eu quis fazer silêncio como protesto.
Hoje eu quis chorar. O fiz. Sufoquei na toalha, no travisseiro. Disfarcei no banco, mas eu sabia que todos me olhavam. Não liguei. Eu to cansada de dizer: "Eu estou bem. Vou ficar bem. Eu sempre fico bem." Eu to cansada de ser forte, porque quando se é forte, as pessoas abusam de você, e te esmagam, destroem. Porra, só hoje, eu queria não cuidar de alguém. Hoje eu queria que alguém cuidasse de mim.
Hoje eu precisei de um abraço. Ninguém se aproximou. Eu queria que alguém me visse, como eu me via, eu realmente precisava disso. Alguém podia ter dito: Tá tudo bem. Não houve voz. Hoje, eu descobri que estava sozinha, e que ninguém me salvaria de mim.
Hoje, eu estou triste. Abri o armário, vesti um sorriso e fui.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O que será que será?

Ok. Devagar que nada é pra já. u.u É preciso admirar a beleza dos dias. Observar a cor das flores, a cor do céu. Olhar para os detalhes, os sinais, as estrelas. Sentir o gosto, o cheiro. Sabe? Viver de verdade! Fazer o que eu quero, dizer o que penso. Demorei até reconhecer esses valores.
Quase sempre tenho pressa pra ser feliz. Tenho medo que o tempo passe e me leve, sem que eu seja, enfim. Pavor de ser igual, no fim. Mas, meu amor, tens sido tão gentil, que quase o entendo e me contento.
Devagar, eu me lembro, me roubaste de mim. E, contudo, atenta fui. E, embora negue, não me surpreendo... sempre soube que devagar tudo mudava. rs’  I like.
Já passa das 4, tempo ainda passa devagar. Clarice disse: “Que medo alegre o de esperar!” Vou confessar: Clarice, acordaaaaa! Tão te trollando!!! Alooooooow! Medo alegre é pouco, fíaaa! Que aflição, manola!!! E essas borboletas no estomago, gatz? Comolidar? O.O pqp’ tipo aquela música: “ Será que meu plano é bom? Será que é no tom? Será que ele se conclui?” – Tá ligadz? – entãooo, que vibe tensa!!! Hahaha é muito será pra uma cabeça só .—Tem que ver isso aí! Tio Freud? Me explicaaaa! @_@’’ [/chegadedramapaola
Pois é... enquanto penso, concluo, entretanto, dessa confusão, das minhas contradições – que hora me mastiga, outrora me apaixona – well, well... Que venha devagar, me conheça devagar, me ame devagar. Que seja [logo].
Disso não precisa esquecer.




Vou aproveitar pra prestar minha homenagem a Amy Winehouse. Foi o melhor vídeo que encontrei. rs