domingo, 30 de outubro de 2011

Pedaços de mim em exposição...

Certa vez, vi uma moça passar. 
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
Somos iguais. Somos diferentes. Essa moça me complica e simplifica o confuso, me confundindo quase sempre.
Não esqueci o rosto da moça. Sorri com a lembrança. 
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
Visitou-me em casa. Visitou meu corpo. Meus pensamentos. Mantive a calma. DESESPERO!!! 
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
- Que moça bonita! 
Olha, lá fora. Que bela visão! Que vida! Enchi o pulmão de ar e fumaça. Admirei os detalhes.
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
- Vento, traz contigo. Leva contigo.
Sorri mais uma vez. Descobri que a moça, se tratava de mim.


sábado, 22 de outubro de 2011

WTH?

E ainda dizem que é simples. Eu sentei, fumei um cigarro, pensei... pensei...
entender? Não entendi. Literalmente, não entendi. Ou entendi errado. Mas isso está incluso no não entender. Ou seja, não entendo. o.o
Olhei. Olhei pela janela, não vi nada. 
Escrevi. Escrevi sobre tormentos, confusões. Ando desequilibrada emocionalmente.
Procurei. Achei? Não sei nem o que eu procurava. O que eu procurava não tem definição. 
Café. Definitivamente, eu precisava de café. Quase queimei a língua. Café e manter-me acordada, sã. 
Dormir, agora eu precisava dormir. Dormir e não pensar em mais nada. Pensar exige demais de mim. 
Insonia. Ainda que eu não queira, o café faz efeito. Tudo a mil por hora. O que eu quero? Eu quero permanecer em mim. Eu quero esperar, e ver no que vai dar. Entender? Não entendo ainda. Você também não vai entender. Porque não tem sentido, nem nunca terá. O encanto é esse. É silencioso.

Vamos esquecer isso? =s



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

É que... pra falar a verdade...

As vezes desconfio do amor. Não por insegurança. É uma questão de observação, percepção, cuidado.
Então, quando vejo, estou atenta.
As vezes desconfio de mim. Dos meus limites, do meu querer, dos meus medos e conclusões.
Então, quando vejo, os ultrapasso.
As vezes desconfio de você. Do que sentes, do que ve, do que diz.
Então, quando vejo, eu já 'desliguei a razão na tomada'. E, simplesmente, me levo pra perto, me levo contigo, me levo comigo, me levo pra onde, me levo no ritmo, me levo, não ligo, não paro. Me faltam argumentos convincentes.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

But the people they don't understand...

Liberdade:
(latim libertas, -atis)
s. f.s. f.1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.

(fonte: http://www.priberam.pt/DLPO/Default.aspx)

Liberdade é um conceito tão utópico, que chega a ser engraçado. E pensar em seus limites, chega a ser mais hilário ainda.
É engraçado porque as pessoas criam a ilusão de liberdade, quando na verdade é quase impossível atingir este ideal.
Pensemos, logo, quando crianças, queremos liberdade para correr, para brincar, quando vivemos cercados por muros e grades.
Quando adolescente, cobiçamos a liberdade de sair, conhecer lugares, pessoas... ainda sim, estamos cercados de muros, grades, preconceitos, exigencias. Quando nos tormanos adultos, continuamos escravos de todas as privações, mesmo quando estamos a sós. A "ética" (para os que ainda possuem) é uma forma, disfarçada, de reprimir nossos desejos e vontades, nossa liberdade. Compreende ou tá confuso demais?
Quero dizer que, não há liberdade, porque a todo momento temos que medir nossas palavras, nossos gestos, expressões artistícas, porque o que não é bem visto como um padrão aceitável pela sociedade, é automaticamente excluído. É como se possuíssemos a liberdade na teoria, mas na prática, em algum momento, teremos que camuflar algum querer.

Gosto sempre de destacar relacionamentos. Não sei se é porque aprendo sobre a vida ou sobre mim, ou se é cisma minha. Whatever.
Penso da seguinte forma: todos somos "livres" para pensar e fazer o que quisermos. Na verdade, sempre temos escolhas, e isso faz com que sejamos responsáveis por nossos atos, até quando não estamos em condições de responder por si. E, sempre digo, devemos assumir as consequencias.
Refletindo um pouco sobre a definição de liberdade, no dicionário, é interessante pensar no detalhe: "...contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem"  - BRILHANTE! - rs Quantas vezes pensamos: Uau, será que estou invadindo o espaço de outro? Quantas vezes pensamos no outro? - Quase nunca! Sejamos  honestos, o ser humano é tão egoísta que só pensa em vantagens, ou no momento, ou, ainda só no futuro. Porque pessoas gostam de planejar o futuro. Eu sou assim. Ironicamente, o legal de pensar em liberdade, egoísmo e futuro é que: queremos viver um presente com liberdade, pensando no futuro, quando na verdade, além de não haver liberdade, não existe futuro, pq o futuro nada mais é que o presente, o que é mais complicado ainda. Isso significa que, na verdade, não há nada? -oiq?
Por que? haha Porque o ser humano tem o dom de complicar o que é simples, e achar que o complicado é simples, e o simples é simples demais. Repare. hahaha. To confusa. D: Acho que bebi demais. rs
Concluindo: O mais proximo da liberdade é viver em paz com suas escolhas.
bgs... esquece isso. haha


"A coisa mais importante que você aprenderá é simplesmente amar e ser amado de volta."

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Do lado de cá...

Gosto do tempo nublado, do friozinho, dos pelos arrepiados, do filme, de chocolate.
Gosto do calor dos corpos, debaixo do edredom, das bocas quentes e ofegantes.
Gosto de ler poesia, viver poesia.
Gosto de ouvir boa música, pular com a música, sonhar com a música, escrever música.
Gosto do amor que sinto, do meu amor, de ser amada, dos meus amigos, da minha família.
Gosto da alegria inconstante, que me surpreende pela manhã com mensagens sorridentes.
Gosto de olhar pro nada e imaginar cenas, rostos, palavras.
Gosto de andar pela praia, de bicicleta, andar de mãos dadas, sozinha ou bem acompanhada.
Gosto de carinho, beijinhos, abraços... uns puxões, arranhões, mordidas... (6) Aii, fogo!
Gosto disso, daquilo.
Gosto de... de... dela, né?
Gosto de tudo que me faz bem. Quem não gosta?