terça-feira, 8 de novembro de 2011

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Primeiro era 1 e 1. [Traços paralelos] Depois eram 2. 
Mas, de 2 tornaram-se 1. 
Mais tarde, 1 e 1, de novo. Quando se viu, era 3, 4. 
Dois pra lá, dois pra cá. 

- Oi? O que se quer? 
- 2. 
- O que nos somos? 
- 1. 

Não há como negar, mesmo em corpos distintos a idéia de 1, ainda que distante, permanece em nós. Feito tatuagem, que é pra dar coragem de seguir viagem quando a noite vem.
Fiz cálculos, pensei em números, mas não encontrei exatidão. 
Acendi o cigarro. 1, 2, 3. Os cigarros.
Achei melhor zerar. Fui pra longe. Somos números? Estatísticas? Me tornei mais 1? Entrei pra lista? Sou 1, 2 ou 3?
Quero ser o infinito. Quero ser π . Quero não ser mais 1. Quero ser 1.
Quero 2 em 1. Entende, Pitágoras? Freud explica? rs 
Só Shakespeare entende, manolo!

haha esquece isso.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vem ver que a vida ainda vale o sorriso que eu tenho pra lhe dar

"Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo." - Oscar Wilde

O que é difícil de entender é que, as vezes, uma palavra, uma atitude ou, na verdade, tudo, pode afetar ou abalar nossa estrutura, de forma positiva ou negativa. E como lidar com isso? 

Positiva - Tá esperando o que????????????????? A pessoa deu o primeiro passo? Corre atrás, manolo!!! Vai ficar esperando o tempo passar, o mundo mudar, a vida acabar? Acredite, arrisque, o que se tem a perder? É tão bonito viver! As pessoas apreciam tanto a liberdade, mas só é livre quem ama. A liberdade de amar, de sentir-se amado, de viver um amor, "estar preso por vontade"... isso é ser livre! As vezes, as pessoas se confundem, e acham que não. Mas, na verdade, é. Felicidade é poder estar com quem você gosta em algum lugar. Permitir-se viver um amor, é um ato de coragem. É o mais recompensador. Ainda que haja um "fim"? Se é amor, não existe fim. Pode ser até que o acabe o namoro, o casamento... mas o amor? 
O amor é pra sempre! Amar é uma promessa eterna, é uma promessa não dita, uma promessa inclusa no contrato, uma promessa que é subjetivamente sentida. É tão sutil o amor. Ele pouco exige, embora queira tudo. É tão raro isso, que não podemos desperdiçar. 


Negativa - Quando nossas palavras são mal interpretadas, é foda! É claro, sabendo disso, é preciso ter cuidado com nossas ações, independente dos cuidados alheios. Até porque, geralmente as pessoas não tem a mesma consideração ou não demonstram ter, embora tenham. Confuso? é. 
Eu sou do tipo "Não vejo problemas onde tem", e aí fica uma sinuca, quer dizer, o que fazer nessas horas? Bem, se eu soubesse não tava aqui desabafando. 
Ontem ouvi dizer assim: "Depois que inventaram 'desculpa' ninguém mais levou porrada" - é bem verdade. [Estou me perdendo] Acho que o mais sensato é ser sincero. As vezes as pessoas ficam tão confusas. Nesse momento é bom ficar sozinho. Quem consegue estar? É tão necessário saber que tem alguém com você, alguém que se importe. É tão bom saber que é quem se quer, quem se gosta, quem se ama. É tão estranho. Aí a gente se encontra, se desencontra, se reencontra. rs Com a gente é sempre assim. Não se esquece. Contudo, não se esquece. E não se sabe, embora no fundo a gente saiba. Motivo: é pra sempre. 

Por favor, você que tá lendo isso, se você está lendo isso (rs), eu não minto. Meus sentimentos são verdadeiros. Que tal pensar um pouco sobre isso... pode fazer diferença.


domingo, 30 de outubro de 2011

Pedaços de mim em exposição...

Certa vez, vi uma moça passar. 
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
Somos iguais. Somos diferentes. Essa moça me complica e simplifica o confuso, me confundindo quase sempre.
Não esqueci o rosto da moça. Sorri com a lembrança. 
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
Visitou-me em casa. Visitou meu corpo. Meus pensamentos. Mantive a calma. DESESPERO!!! 
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
- Que moça bonita! 
Olha, lá fora. Que bela visão! Que vida! Enchi o pulmão de ar e fumaça. Admirei os detalhes.
Atenção. Atenção. Cuidado. Cuidado. Atenção. Coração. Cuidado.
- Vento, traz contigo. Leva contigo.
Sorri mais uma vez. Descobri que a moça, se tratava de mim.


sábado, 22 de outubro de 2011

WTH?

E ainda dizem que é simples. Eu sentei, fumei um cigarro, pensei... pensei...
entender? Não entendi. Literalmente, não entendi. Ou entendi errado. Mas isso está incluso no não entender. Ou seja, não entendo. o.o
Olhei. Olhei pela janela, não vi nada. 
Escrevi. Escrevi sobre tormentos, confusões. Ando desequilibrada emocionalmente.
Procurei. Achei? Não sei nem o que eu procurava. O que eu procurava não tem definição. 
Café. Definitivamente, eu precisava de café. Quase queimei a língua. Café e manter-me acordada, sã. 
Dormir, agora eu precisava dormir. Dormir e não pensar em mais nada. Pensar exige demais de mim. 
Insonia. Ainda que eu não queira, o café faz efeito. Tudo a mil por hora. O que eu quero? Eu quero permanecer em mim. Eu quero esperar, e ver no que vai dar. Entender? Não entendo ainda. Você também não vai entender. Porque não tem sentido, nem nunca terá. O encanto é esse. É silencioso.

Vamos esquecer isso? =s



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

É que... pra falar a verdade...

As vezes desconfio do amor. Não por insegurança. É uma questão de observação, percepção, cuidado.
Então, quando vejo, estou atenta.
As vezes desconfio de mim. Dos meus limites, do meu querer, dos meus medos e conclusões.
Então, quando vejo, os ultrapasso.
As vezes desconfio de você. Do que sentes, do que ve, do que diz.
Então, quando vejo, eu já 'desliguei a razão na tomada'. E, simplesmente, me levo pra perto, me levo contigo, me levo comigo, me levo pra onde, me levo no ritmo, me levo, não ligo, não paro. Me faltam argumentos convincentes.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

But the people they don't understand...

Liberdade:
(latim libertas, -atis)
s. f.s. f.1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.

(fonte: http://www.priberam.pt/DLPO/Default.aspx)

Liberdade é um conceito tão utópico, que chega a ser engraçado. E pensar em seus limites, chega a ser mais hilário ainda.
É engraçado porque as pessoas criam a ilusão de liberdade, quando na verdade é quase impossível atingir este ideal.
Pensemos, logo, quando crianças, queremos liberdade para correr, para brincar, quando vivemos cercados por muros e grades.
Quando adolescente, cobiçamos a liberdade de sair, conhecer lugares, pessoas... ainda sim, estamos cercados de muros, grades, preconceitos, exigencias. Quando nos tormanos adultos, continuamos escravos de todas as privações, mesmo quando estamos a sós. A "ética" (para os que ainda possuem) é uma forma, disfarçada, de reprimir nossos desejos e vontades, nossa liberdade. Compreende ou tá confuso demais?
Quero dizer que, não há liberdade, porque a todo momento temos que medir nossas palavras, nossos gestos, expressões artistícas, porque o que não é bem visto como um padrão aceitável pela sociedade, é automaticamente excluído. É como se possuíssemos a liberdade na teoria, mas na prática, em algum momento, teremos que camuflar algum querer.

Gosto sempre de destacar relacionamentos. Não sei se é porque aprendo sobre a vida ou sobre mim, ou se é cisma minha. Whatever.
Penso da seguinte forma: todos somos "livres" para pensar e fazer o que quisermos. Na verdade, sempre temos escolhas, e isso faz com que sejamos responsáveis por nossos atos, até quando não estamos em condições de responder por si. E, sempre digo, devemos assumir as consequencias.
Refletindo um pouco sobre a definição de liberdade, no dicionário, é interessante pensar no detalhe: "...contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem"  - BRILHANTE! - rs Quantas vezes pensamos: Uau, será que estou invadindo o espaço de outro? Quantas vezes pensamos no outro? - Quase nunca! Sejamos  honestos, o ser humano é tão egoísta que só pensa em vantagens, ou no momento, ou, ainda só no futuro. Porque pessoas gostam de planejar o futuro. Eu sou assim. Ironicamente, o legal de pensar em liberdade, egoísmo e futuro é que: queremos viver um presente com liberdade, pensando no futuro, quando na verdade, além de não haver liberdade, não existe futuro, pq o futuro nada mais é que o presente, o que é mais complicado ainda. Isso significa que, na verdade, não há nada? -oiq?
Por que? haha Porque o ser humano tem o dom de complicar o que é simples, e achar que o complicado é simples, e o simples é simples demais. Repare. hahaha. To confusa. D: Acho que bebi demais. rs
Concluindo: O mais proximo da liberdade é viver em paz com suas escolhas.
bgs... esquece isso. haha


"A coisa mais importante que você aprenderá é simplesmente amar e ser amado de volta."

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Do lado de cá...

Gosto do tempo nublado, do friozinho, dos pelos arrepiados, do filme, de chocolate.
Gosto do calor dos corpos, debaixo do edredom, das bocas quentes e ofegantes.
Gosto de ler poesia, viver poesia.
Gosto de ouvir boa música, pular com a música, sonhar com a música, escrever música.
Gosto do amor que sinto, do meu amor, de ser amada, dos meus amigos, da minha família.
Gosto da alegria inconstante, que me surpreende pela manhã com mensagens sorridentes.
Gosto de olhar pro nada e imaginar cenas, rostos, palavras.
Gosto de andar pela praia, de bicicleta, andar de mãos dadas, sozinha ou bem acompanhada.
Gosto de carinho, beijinhos, abraços... uns puxões, arranhões, mordidas... (6) Aii, fogo!
Gosto disso, daquilo.
Gosto de... de... dela, né?
Gosto de tudo que me faz bem. Quem não gosta?



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

#SanduicheDeBuceta

Que hit no momento hein?! Está em todas as páginas, em todos os tt's, em todos os faces, orkuts, comunidades, tirinhas, paródias, até em capa de jornal: #SANDUICHEDEBUCETA. Sério, é impressionante! Já viram o vídeo? D:
Todo mundo tem nojo, mas todo mundo vê! hehehe Muitos acham engraçado, outros se excitam, outros com náuseas. Não minto, fui uma das que não aguentou ver o vídeo.
Não, mas sejamos sinceros, tem algo mais importante que a garota do sanduíche?! É claro que não!!! Quem se importa com a guerra civil na Líbia? Ou as revoluções Árabe? - Que isso.. rs  a menina põe maionese na buceta, o que há de mais valor??? O.O - Não, realmente, a crise economica mundial estourando, o senado uma bagunça, uma confusão de ministros, aumento de criminalidade, alto índice de desemprego, inflação, e nossos representantes de Brasília, só roubando nosso dinheiro, os impostos cada vez mais altos! Mano, o que há de mais importante pra se preocupar, senão aquele gato miando o tempo todo?! A corrupção em toda parte, nas igrejas, na política, na polícia... a guerra cada vez mais intensa pelo petróleo, pelo tráfico, pelo poder. A Amazônia sendo retirada de nós sutilmente, restart fazendo sucesso, dizendo que toca rock in roll. O que poderia ser mais interessante que um um video bizarro? Os sentimentos dos familiares da guria? A preocupação dos amigos? A mudança "sutil" na sua rotina? Baaaah, quem se importa com isso, né? Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Sem contar os MUY AMIGOS, egoístas, que se fazem crescer, imundamente, ajudando a aumentar essa repercursão DESNECESSÁRIA. Porque tem essa tbm.
Não estou aqui pra defender ninguém, perdoem-me se é o que parece. É que pra mim, tudo isso é bobagem, o video não tem nada de construtivo. E sinceramente, não é engraçado.
E aí, fica todo esse zum-zum-zum, esse falso moralismo, e os julgamentos, já vi gente ofendendo a guria. Gente que nem a conhece, gente sem alicerce algum.
Hipocresia do caralho!!! Porque na hora de beijar, transar, e fazer o que quer, pq em "4 paredes" vale tudo, ninguém se julga não é verdade? Cada um tem seus fetiches que esconde a sete chaves.
Imagino, eu, que ela fez por querer. É, ela deve ter dado mole, mesmo. Mas obviamente, ninguém deseja ser lembrada dessa forma, logo, não foi feito para "aparecer", como li por aí. Talvez, só "talvez", ela fez pra algo particular. Não sei. Isso não é problema meu. Mas me incomoda essa gente falar besteira sobre o que não sabe. Porque isso pode estar sendo difícil. Mais difícil do que muita gente pensa.
Enquanto você não tem coragem de assumir seus medos, seus erros, as coisas mais impuras que você pensa, SEU COVARDE, a guria teve muita coragem, e sim, teve muito cu, de colocar a cara dela e fazer, e dizer o que ela pensa, o que ela gosta. Se é assim que ela sente prazer, foda-se! Isso não é problema de ninguém. Se você acha nojento, não veja. Se você quer rir, assiste chaves, ou qualquer outra coisa realmente seja engraçado, pq rindo dessa merda, só parece um maníaco sexual. Se quer escrever, torne-se um escritor de verdade, com propósitos construtivos, cresça e exponha seus ideais verdadeiros, que tenham um significado real e bom, pratique uma mudança positiva. Se quer julgar, faz faculdade de direito, passa na OAB, e vira advogado. Mas faça algo util!
Aí sim, quando você ser alguém, você vai poder criar uma opinião, ganhará o respeito dos demais, e vai ver quanto tempo você está perdendo. Porque o mundo é muito maior do que essa vidinha medíocre que estamos vivendo.
Mas, tudo bem, eu entendo. A juventude não é mais como era antigamente quando se preocupavam com coisas mais importantes. O banal e o superficial é muito mais presente agora. Repetindo: não estou defendendo o video! Achei ridículo. Só não concordo com todo esse circo em volta dele! De todos esses hipócritas, belos, limpos, sem passado, todos certos, sem erros. Aaah, que lindo!
Peço licença, e desculpas, aos meus fiéis "leitores", mas a essa gentinha aí, meus sinceros votos, cof cof:
Pega a maionese, a batata palha, um pãozinho bem fresquinho... ENFIAAA NO CÚ E DEPOIS COME!!! babaca! Sanduíche de cú é rola!



sábado, 17 de setembro de 2011

Pervagar...


"PERVAGAR - percorrer em muitas ou diversas direções; cruzar; andar sem destino"


Noite passada tratei de tentar cuidar de mim. Eu precisava, sem dúvida, dormir, porque, pra falar a verdade, os pensamentos que me vêm a mente (sempre) ocupam grande parte do meu dia, e a noite se intensificam.
Então, eu comecei a assistir tv, sabe? É, pensei com grande positividade: "Hoje eu vou me distrair e só desligo quando eu estiver caindo de sono." u.u Comecei bem, two and a half man é um puta programão pra madrugada, e complementar com supernatural, com certeza, faria da minha noite um sono de ouro. Fui confiante!!! Porque nessas horas, a bicha acredita na foto. haha
Err... a moça esperta, resolveu ouvir música. No início tava tudo tranquilo, umas músicas animadas, influenciando pensamentos felizes e bah.
Aiii nostalgia, você também é foda! .-- Pus-me a refletir sobre tudo que me acontecera de uns tempos pra cá.
Tem um frase de "A menina que roubava livros" assim: "Como todo sofrimento, esse começou com uma aparente felicidade".
Eu sei, isso é um ciclo vicioso. A vida é feita de altos e baixos, pq nada é pra sempre. To ligada, meu broto. Você fica feliz, depois fica triste, e aí fica feliz de novo, e depois triste, again. Tem vezes que você fica triste e feliz ao mesmo tempo. É confuso, porque não se sabe se você está chorando de felicidade, ou rindo da sua desgraça. rs Ironico? Você acha? Não sei qual prefiro.
Daí, você já não diz coisa com coisa, começa a tomar atitudes, meio desesperadas: (Vamos ver se é só comigo)


1º momento: você fica com raiva, as vezes chora um pouco, grita, procura todos os seus defeitos e soca a parede.
2º momento: você descobre que a sua raiva é mágoa, começa a beber, fumar, ficar com muitas pessoas (ou qualquer apoio humano pra poder descarregar), procura todos os defeitos dele(a) e soca a parede.
3º momento: você percebe que pode estar enganando todo mundo, menos a si mesmo (e isso é #MEGAFAIL). Você não está feliz, embora diga que está tudo bem. Você não quer sorrir, mas ainda conta piadas. Você quer ficar quieta, mas está no meio de muita gente. Você não quer cantar, mas o show tem que continuar. E quando um ato poderia mudar tudo, você controla o impulso, por medo da resposta. Aaah, e soca a parede.

Como as coisas podem mudar tanto? Num dia você tem tudo, no outro você não tem nada, além de estórias pra contar. Mas de boa, nem consoláveis são!  E aí me lembro de uma frase do meu grande, bonitão, poeta, Cazuza: "porque discos arranham e quebram." Você não quer apenas lembrar, ou pensar como poderia ser. Você quer viver!
Será que tudo passa, mesmo? - rs Tá, eu roí todas as unhas pensando nisso. Era incontrolável, os pensamentos não paravam de vir! O que eu devia ter feito, o que eu devia ter dito. O que eu vou fazer, o que vou dizer. Como me portar, como sorrir, como gesticular. Mas... pra que isso? Eu sei que não vou fazer nada disso. Nem vou dizer. Porque? Não sei. Ação não é a palavra do momento. Pelo menos acho que não. To concentrada demais em... (u.u)... em que, gente? rs o.o
Hmm.. acho que... estou concentrada demais fingindo sentir uma alegria, uma felicidade, que eu não vivo. Uma bipolaridade emocional. Palavras que não me fazem sentido. Aqui, eu posso confessar: estou perdida, e não estou sabendo lidar com isso. Não encontro meios alternativos de me encontrar. E não existe nenhuma missão de resgate, por mim. Só eu posso me salvar de mim [?], mas não sei como fazer isso. Não sei como ajeitar as coisas, e deixar tudo bem. Não sei como me desculpar por não corresponder as expectativas alheias. Não sei o que fazer com o meu vazio, com a minha solidão. Não sei como dizer que te amo...
[Respira] Quando você começa a perder o sono, por causa de um pensamento fixo, cabe a quem definir a hora de descansar e sonhar?



 "O que mais gostava era a música. Sempre a música." (A Menina que Roubava Livros)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O pequeno príncipe...

"- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar. . . " Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu..." Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo...
É tão misterioso, o país das lágrimas!"

Não me canso de ler e reler este livro, e olhá-lo sempre com uma perspectiva diferente.
Essa parte do livro, com certeza me marcou muito. Acho que vivi isso, é como se estivessem narrando coisas que só eu sinto e penso.
Pus-me a refletir sobre alguns fragmentos e compartilhar algumas observações, com meus humildes leitores [?] rs o.o
Nós criamos espinhos o tempo todo. Já perceberam? Criamos, obstáculos, desculpas, motivos para nos proteger de qualquer possível dor. O que se torna inútil, porque, se quisermos, abriremos mão de tudo em virtude de algo que acreditamos. E então, nos tornaremos vulneráveis, de qualquer forma. Mas ao renunciarmos a estes espinhos, podemos, também, viver tantas coisas, sentimentos bonitos.
Gosto de pensar na relação do principezinho com sua flor. Em um momento de confusão, ao se sentir enganado por sua flor, decide, sem analisar, partir:
"E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma,
percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão.
Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a
redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de
nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz...
Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento ...
Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.
Dizem que são tão belas!
Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe ...
Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos.
Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa ..."
Deu pra notar que ele queria desistir de sua aventura? Que ele quria ficar?
Mesmo com sua coragem de partir, ele não deixa de pensar e se preocupar com sua flor. E, por mais que ele esteja conhecendo tantos planetas, tantas pessoas, aprendendo tanto, ele pensa em retornar ao seu pequeno asteróide, e cuidar de sua flor.
É tão real esse sentimento. É tão puro. É lindo! É muito amor, sabe?
"Mas que quer dizer "efêmera" repetiu o principezinho, que nunca, na sua vida, renunciara a uma pergunta que tivesse feito.
- Quer dizer "ameaçada de próxima desaparição".
- Minha flor esta ameaçada de próxima desaparição?
- Sem dúvida.
Minha flor é efêmera, disse o principezinho, e não tem mais que quatro espinhos para defender-se do mundo ! E eu a deixei sozinha! Foi seu primeiro movimento de remorso."
Vocês conseguem ver? Eu vejo nitidamente! Ele se foi, e começa a se arrepender, pq contudo, todos os poréns, e toda sua vontade de explorar novos caminhos, horizontes, e, mesmo depois de ver e conhecer tantos mundos, sua flor ainda é a mais linda que ele já vira em toda sua vida!
E então:
"- Bom dia, disse ele
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia, disseram as rosas.
O principezinho contemplou-as. Eram todas iguais a sua flor.
- Quem sois? perguntou ele estupefato.
- Somos rosas, disseram as rosas.
- Ah! exclamou o principezinho. .
E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo. E eis que havia cinco mil, igualzinhas, num só jardim ! (...) E, deitado na relva, ele chorou."
Acho que foi a primeira decepção do principezinho. Acho que ele não havia entendido muito bem nada do acontecera. Assim como eu, como tu. Nós confundimos, achamos que por sermos parecidos, somos iguais. Oh, eu quase deixei minha flor, pensando que encontraria outra igual.Enfiim... Deixe-me continuar com a "fantasia" [?]...
"Que quer dizer 'cativar'?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa 'criar laços.'
- Criar laços?
Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto
inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não
tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil
outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para
mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
Começo a compreender, disse o principezinho.
Existe uma flor. . . eu creio que ela me cativou ...
É possível, disse a raposa.
Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um
barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar
debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.
Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe
de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A
linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto ...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo,
às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for
chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada:
descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a
hora de preparar o coração ... (...)"
Quando criamos laços, nos tornamos indispensáveis para alguém. Alguém depende disso para ser feliz [?]. Muitas vezes não sabemos lidar com isso, e nos apavoramos. Podemos dizer coisas, que não condizem com o que pensamos, pq as vezes não queremos admitir que nós também criamos laços com alguém, também fomos cativados.
E então, vem mais uma lição da raposa.
"- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás
para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda.
Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era
uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo.
Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa,
sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é,
porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a
redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto
duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou
mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o
coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se
lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves
esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável
pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se
lembrar."
Creio que seja a passagem mais conhecida de "O pequeno príncipe", no entanto, sempre reflito sobre este pensamento.
Acho que entendem agora, o que eu quero dizer, ou não? Quando eu disse que era amor... Amor é pra sempre. As vezes me pergunto se sou única para alguém. rs... Vou confessar a vocês, mas por favor, não contem a ninguém, fica sendo nosso segredo: Existe uma flor, no meu pequeno planeta, que me cativou, e ela é única pra mim.
"E, após um silêncio, disse ainda:
- As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê... (...)
- O deserto, belo, acrescentou ... (...) O que torna belo o deserto, disse o principezinho, é que ele esconde um poço
nalgum lugar.
(...) Como seus lábios entreabertos esboçassem um sorriso, pensei ainda: 'O que tanto
me comove nesse príncipe adormecido é sua fidelidade a uma flor; é a imagem de uma
rosa que brilha nele como a chama de uma lâmpada, mesmo quando dorme...' Eu o
pressentia então mais frágil ainda.
É preciso proteger as lâmpadas com cuidado: um sopro as pode apagar...
E, caminhando assim, eu descobri o poço. O dia estava raiando."
Quando amamos, de verdade, somos fiéis ao que sentimos. Creio que isso é amar pra sempre. É estar longe, e ainda sim, ser capaz de se lembrar, de amar, de ser leal ao nossos sentimentos.
"- É preciso, disse baixinho o príncipe, que cumpras a tua promessa. Ele estava, de
novo, sentado junto de mim.
- Que promessa?
- Tu sabes ... a mordaça do meu carneiro ... eu sou responsável pela flor!
(...) Rabisquei, portanto, uma pequena mordaça. Mas sentia, ao entregá-la, um aperto
no coração:
Tu tens projetos que eu ignoro...
Ele não me respondeu.
(...) - Ah ! disse-lhe eu, eu tenho medo ...
Mas ele respondeu:
- Tu deves agora trabalhar. Ir em busca do teu aparelho. Espero-te aqui. Volta
amanhã de tarde. . .
Mas eu não estava tranqüilo. Lembrava-me da raposa.
A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar."
rs VOCÊ ACHA?? Chorar ainda é a forma mais pura de expressão, na minha opinião. As vezes faço isso, quando ninguém pode ver.
É interessante pensar, que sempre, por qualquer motivos, sempre há um "cativar" dentro do nosso choro. É sempre porque nos envolvemos tanto com algo. É sempre inevitável, e mesmo assim, sempre vale a pena. 

"- O que é importante, a gente não vê ...
- A gente não vê ...
- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite,
olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.
- Todas as estrelas estão floridas.
(...) Ele riu outra vez.
- Ah! meu pedacinho de gente, meu amor,como eu gosto de ouvir esse riso!
- Pois é ele o meu presente ... será como a água...
- Que queres dizer?
- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas.
Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de
pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro.
Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...
- Que queres dizer?
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas
estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem ! E tu terás estrelas que sabem
rir!"
Eu sempre olho as estrelas. Há algo de irresistível nelas. Brilham sozinhas, a todo tempo, faça chuva, faça sol. Sempre brilham. Ainda que não possamos ver. Sempre brilham.
"(...) todo o universo muda de sentido, se num lugar, que não sabemos onde,
um carneiro, que não conhecemos, comeu ou não uma rosa ...
Olhem o céu. Perguntem: Terá ou não terá o carneiro comido a flor? E verão como
tudo fica diferente ...
E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância!"
O principezinho, precisava voltar para a sua rosa. E voltou. E eu aposto que cuida muito bem dela. Aposto que nenhum carneiro a fez mal. Porque isso, é o amor por sua rosa, sua única rosa, a coisa mais importante de sua vida.
Essa foi minha, não tão pequena, interpretação, sobre o livro. Que tanto me ensinou, e sempre vai. Porque é puro, e descreve um singelo paraíso, o coração.
Qualquer semelhança com a minha realidade, é mera coinscidência. hehe


*trechos de "O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...

"Então eu te disse que o que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e, às vezes, nem a pessoa exatas. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse." - Dayana Misael

Era um dia frio, ou não. Não lembro. Acho que esqueci, ou apaguei da minha mente, por instinto. Não queria lembrar. Às vezes dói. Ainda dói, então procuro não lembrar.
Fiz tantas músicas, tantas cartas. Foram tantos pensamentos, tantas vontades. Tudo tão explícito, tão exposto, tão evidente, como nunca foi antes. Era tão meu, tão puro. Meus sentimentos. Nossos. Meus. Não sei.
E agora tem que ser tudo tão reprimido, guardado, sufocado, calado, controlado, meio de lado, ou completamente. Não sei.
As vezes acho que não vou saber lidar com isso. As vezes acho que vou. Na verdade eu não quero lidar com a ausencia. Não quero lidar com a ausencia de palavras, de vozes, de corpos.
E em cada gesto meu, eu te peço pra ficar um pouco mais, esperar um pouco mais. Eu tinha tanto ainda. Eu tenho tanto ainda.
Não me sinto mal. Não mais. Na verdade, acho até que estou indo bem, embora perdida, embora sem calma, talvez afobada, um pouco errada. Estou indo bem, faço o melhor que posso, do jeito que sei.
Me senti bem, muito bem, recentemente. Encontrei uns amigos, me senti tão bem, que me assustei. Ainda que houvesse um vazio, uma falta, uma saudade, consegui me sentir bem. E enquanto eu via o bairro, lá de cima, via as luzes das casas acesas - ou eram postes, não sei - pensei, e repensei muitas coisas. Pensei muito em mim, na minha vida, no que eu faço, no que vale a pena, no que eu quero, no que deveria ser feito. Enlouqueci e desisti, parei de pensar e só observei. Fiquei lá ouvindo a noite, curtindo frio, sem cigarros, sem bebidas, só aquilo. Não, o silencio não era paz, era uma conformidade momentanea.
Tem mesmo que ser assim? - eu pensei. Sabe o que eu queria? Nascer de novo. Mas acho que, no fim, eu faria tudo de novo, pq é assim que eu sou. Eu vou tropeçando e aprendendo. Pode parecer clichê, mas (que bizarro) é assim! E se eu não tivesse vivido tudo  o que vivi, agora eu não saberia o que fazer, o que dizer. Na verdade, eu ainda não sei muito bem, mas tenho uma vaga idéia de como deveria. Talvez eu acerte, talvez não. A todo tempo lidamos com erros e acertos, porque, porra, uma hora tem que dar certo! E eu não sei se faz alguma diferença dizer isso. Mas eu precisava dizer.
Sei o que fazer. Racionalmente, tenho tudo na cabeça.
- Aiii, coração, porque você tem que fazer assim? Consegue ficar em paz, não? Sossega um pouco.
- Cérebro, eu não posso ficar só! 'Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.' Entende isso! Fiz minha escolha, e agora só pode ser aquela moça. Aguenta, sou eu que mando, e é ela que mora aqui.
- Tá, mas vê se te acalma um pouco. Você anda muito agitado, nessa quietude disfarçada com risos.


Coisa mais doida... esquece isso. rs

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

shhh...

"Já que tá no inferno, abraça o capeta!"
É com essa frase de efeito que eu começo esta merda.
Quando eu parecer desesperada, não se assuste, daqui a pouco passa. rs
O problema é que pode passar. É aí que mora o perigo, compreendes, sinhô?
Talvez eu não queira que passe. Talvez eu queira, como diz a tety, "curtir meu tombo", com minhas drogas alternativas ou não. Meu rock, meus amigos, meus cigarros, minhas coisas. Nada disso vai me preencher ou me deixar feliz. Não. Tenho essa ilusão, não. Mas vai dar uma puta aliviada!
Porque as vezes nossos gritos não são ouvidos, e pela lei de murphy, é justamente quando se mais precisa que ngm te escuta.
Aí eu ligo o microfone, e naquele momento só existe a Nayra. Porque ali eu sei, que naquele momento, alguém vai me ouvir. Porque gritar em vão, é chato. Cansa a garganta. Fazer barulho, pra pouco migalha, é foda!
E quando você nota, tá acordando no meio da noite, assustada, tremendo, sozinha. Vai ligar pra quem? Vai falar o que? Vai ao médico? Me faltam argumentos.
Tá difíci. Tá difícil me concentrar, tá difícil acordar. Ando quebrando copos, errando o caminho, errando o tom, errando a voz, as palavras... as palavras são insuficientes, acho.
Não quero mais fingir sorrisos, felicidades e afins. Não quero mais. Não quero mais ouvir essas vozes que dizem pra esquecer, pra deixar pra lá, que não vale a pena. Não quero ninguém dando pitaco! u.u
Érr... eu sei, to meio perdida, mesmo. TO SABEEENDO! E pelo jeito, já não faz diferença. Daí, eu só quero dormir, sabe, sinhô? Dormir, mas não sonhar. Ontem meu sonho foi real demais, e foi difícil demais acordar, seu moço. Por isso, eu não quero sonhar, não. Quero só dormir. A indiferença, dói muito, meu caro. Posso com isso não. Me deixa dormir, que eu to doente. Eu to dodói da cabeça, do peito, do pulmão, do fígado, da alma. Pode deixar, nada vai acontecer, eu só vou dormir. E as horas vão passar, os dias tbm, o vento... preciso ver não, seu moço.
Quando tudo estiver bem, você me acorda. Mas, por favor, só quando estiver bem, tá? Estou sem condições de nos ver tristes. Você me entende, querido? Entende? Tem alguém aí? Alô? Alguém? Por favooor, alguém vai me dizer que tá tudo bem? Porque nada aqui parece estar bem. Nada. >.<'


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Alô? Tem algo marcado pra hoje? Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa? (E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia… Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios… O coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei… Queria saber se você não está a fim de amar um pouco? Se aceita ser amado. E me amar.) Aí a gente pode bater um papo. Sair com a turma." (por Dayana Misael)

Quantas vezes fazemos isso? Guardamos em nós o que queremos dizer a alguém, pq temos medos. Medos bobos. Sim, bobos. Como perdemos nosso tempo com medo de sofrer, de ser feliz, de bicho papão.
Demorou até que eu pudesse entender que somos todos diferentes. Não é porque uma pessoa te magoa, que a outra vai magoar. As vezes nós mesmos, magoamos sem querer ou saber. De qualquer forma, não devemos ter medo de sentir. Devemos ter cuidado, mas não medo.
O engraçado é que, falando assim, parece fácil né? Muito simples! rs -NNNN
Eu sou a primeira a dizer que é foda seguir meu conselho! hahaha
É que eu sou dessas romanticas esquecidas, que prestam atenção nos detalhes e se perdem em devaneios por aí... mas disfarça. Sou do tipo que só observa, não fala nada. Igualzinho ao texto acima.
Ao mesmo tempo, eu sinto um viés tão forte de seguir meu pobre coraçãozinho de marré-marré. rs
Essa confusão interna, as vezes me agrada, as vezes me assusta. Não, não penso em parar.
Acho até que vou falar, acho até que vou me levar... e sentar e te abraçar, e deixar... o peito faz o resto.

papo piegas, esquece isso...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pedaços de mim em exposição...

Hoje me olhei no espelho. Me vi nua e crua. Pálida, magra. Vi mais do que vejo. Olhei para mim.
Vi meu vazio, vi quase nada. Vi tudo. Vi alguns medos, na verdade eram muitos, todos bem escondidos, pude notar.
Vi uma saudade, pouco lembrada, mas não ausente.
Vi poucos planos, ainda não concluidos. Vi minha força, tão fraca que mal a reconheci.
Havia dor em mim, também. Tentei não olhar, mas não pude evitar. Haviam gritos sufocados, guardados em uma gaveta.
Percebi, bem pequena e solitária... ela estava ali. Ela, que sempre me levava onde queria: A esperança. Já meio esgotada, um tanto cansada.
Perto do peito vi um rosto. Parecia muito comigo, mas não era eu. E o rosto me olhou como quem estende a mão. E eu olhei de volta, como se me enxergasse, como se entendesse que esse rosto era uma parte de mim. Como se fosse a minha metade, e fosse me preencher. Foi até bonito.
Hoje eu quis não querer nada, nem ninguém. Hoje, só hoje, eu não queria amar ninguém, eu queria não me importar com mais nada. Hoje eu quis fazer silêncio como protesto.
Hoje eu quis chorar. O fiz. Sufoquei na toalha, no travisseiro. Disfarcei no banco, mas eu sabia que todos me olhavam. Não liguei. Eu to cansada de dizer: "Eu estou bem. Vou ficar bem. Eu sempre fico bem." Eu to cansada de ser forte, porque quando se é forte, as pessoas abusam de você, e te esmagam, destroem. Porra, só hoje, eu queria não cuidar de alguém. Hoje eu queria que alguém cuidasse de mim.
Hoje eu precisei de um abraço. Ninguém se aproximou. Eu queria que alguém me visse, como eu me via, eu realmente precisava disso. Alguém podia ter dito: Tá tudo bem. Não houve voz. Hoje, eu descobri que estava sozinha, e que ninguém me salvaria de mim.
Hoje, eu estou triste. Abri o armário, vesti um sorriso e fui.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O que será que será?

Ok. Devagar que nada é pra já. u.u É preciso admirar a beleza dos dias. Observar a cor das flores, a cor do céu. Olhar para os detalhes, os sinais, as estrelas. Sentir o gosto, o cheiro. Sabe? Viver de verdade! Fazer o que eu quero, dizer o que penso. Demorei até reconhecer esses valores.
Quase sempre tenho pressa pra ser feliz. Tenho medo que o tempo passe e me leve, sem que eu seja, enfim. Pavor de ser igual, no fim. Mas, meu amor, tens sido tão gentil, que quase o entendo e me contento.
Devagar, eu me lembro, me roubaste de mim. E, contudo, atenta fui. E, embora negue, não me surpreendo... sempre soube que devagar tudo mudava. rs’  I like.
Já passa das 4, tempo ainda passa devagar. Clarice disse: “Que medo alegre o de esperar!” Vou confessar: Clarice, acordaaaaa! Tão te trollando!!! Alooooooow! Medo alegre é pouco, fíaaa! Que aflição, manola!!! E essas borboletas no estomago, gatz? Comolidar? O.O pqp’ tipo aquela música: “ Será que meu plano é bom? Será que é no tom? Será que ele se conclui?” – Tá ligadz? – entãooo, que vibe tensa!!! Hahaha é muito será pra uma cabeça só .—Tem que ver isso aí! Tio Freud? Me explicaaaa! @_@’’ [/chegadedramapaola
Pois é... enquanto penso, concluo, entretanto, dessa confusão, das minhas contradições – que hora me mastiga, outrora me apaixona – well, well... Que venha devagar, me conheça devagar, me ame devagar. Que seja [logo].
Disso não precisa esquecer.




Vou aproveitar pra prestar minha homenagem a Amy Winehouse. Foi o melhor vídeo que encontrei. rs

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pensamentos...

"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo" - Kant, Immanuel (1784)


Razão. Luzes.
Interessante pensar sobre isso.
Shakespeare citou: " O próprio sol não vê até que o céu clareie! "
Renato Russo cantou: "Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?"

Quando eu voo, em pensamentos, por aí, penso sobre situações que vivi, e uso o bom senso da razão.
Tento aprender com os meus erros. Nem sempre é possível acertar porque, na verdade, a gente não sabe o que é certo ou errado. Temos premissas, viés, probabilidades, mas o ser humano muda, constantemente, de pensamento, por isso evoluímos (ou não).

Me atrevo, então, a lembrar de Maiakovski: "Conmigo se hay vuelto loca toda la anatomia. Soy todo corazón."

Será que podemos confiar nos nossos instintos? Tantas vezes nos equivocamos ao pensar que sim.
Não sei bem o que é certo ou errado, em quem confiar ou não acreditar. Apenas vou. A gente vai levando, se ficar heavy metal demais, a gente dá o fora! A História, funciona assim: entendemos o passado, aprendemos com ele, para não repetir os erros no presente e construir um futuro. E eu vou caminhando e cantando, e seguindo a canção.

Esquece isso...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"É melhor falar demais do que nunca dizer o que você precisa dizer"

Controle. Não perder o foco, não se distrair, ficar atenta aos detalhes. Tudo isso pode evitar muita ressaca. Mas também nos distancia do que desejamos, e essas atitudes são justificadas pelo medo. Cazuza já dizia: “Tudo que faz bem pra gente, a gente tem medo.”  
Daí, quando ultrapassamos nossos limites, bate um friozinho na barriga. Ficam uns conflitos internos dentro da gente. Ao mesmo tempo é tão legal a sensação. Fica um paradoxo filho da puta na cabeça.  
Esses sintomas indicam que um fluxo de adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, serotonina e endorfinas estão neste momento sendo fabricadas no seu corpo. Caro leitor: estamos apaixonados!
E aí você arrisca. E arriscar é abrir mão, se permitir, ousar. Apesar dos contras, apesar do apesares. E você ri, chora, abraça, beija, planeja, pensa, repensa, desaba, retoma... você não pára!
Tão bom superar nossas expectativas e ver que vale a pena.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tem que ver isso aí...


O problema. Gosto de pensar em um tempo, não muito distante, onde as pessoas tinham uma causa maior. Alguém um dia questionou, se importou e procurou mudar. Perderam-se vidas, lembradas em livros, esquecidas nos dias. 
Cadê nossos filósofos? Cadê nossos jovens? Cadê nossa voz? Vejo tantos absurdos nos becos, nas escolas, nas favelas, na zona sul... e porra, ninguém faz nada!

Como é isso? Somos máquinas feitas para executar a ideologia que a sociedade impõe sem, ao menos, questionar? Esse jogo de interesses é deprimente! Vejo pessoas que se contentam com pouco. Se acostumaram com pouco. E vão levando :s "Tudo beeem a gente pagar altos impostos, trabalhar igual a um condenado e ter meu dinheiro roubado. Eu tenho meu samba e a minha cerveja."

A mídia é a melhor de todas! Compactua com toda essa sujeira, determina e manipula nossa razão. 
Alienados, e presos, sem saber, acreditamos e aceitamos o que nos dizem.
Algumas pessoas deram suas vidas para que pudéssemos ter liberdade de expressão, e tanta gente esquece.
Não estou aqui pra levantar bandeira, mas cá entre nós: forçar um determinado comportamento é foda! U_U
E a mídia faz isso direto. Todos os dias quando ligamos a tv, lemos jornais, sutilmente estão impregnando em nós o que eles querem que pensemos.
As pessoas só precisam aprender a respeitar o próximo. Isso já faria uma grande diferença. 

Mas bem, daqui a pouco, você esquece isso...  ;p


quarta-feira, 16 de março de 2011

Scream again and again...

É incrível o dom do ser humano de decepcionar ao próximo.
Isso acontece porque inconscientemente nós sempre esperamos algo de alguém. Sempre. Lá no fundinho, estamos loucos por uma frase afirmativa (ou não)! E precisamos disso pra quê mesmo, hein?! Para animar nosso ego destruído? Pra nos salvar de nós mesmos, dos nossos tormentos?
Precisamos nos assegurar, a todo tempo, de que somos indispensáveis para alguém. Talvez assim, não chegaremos ao fundo do poço, a temida solidão! Eu sei que tem gente que se sente muito bem só. Mas, será que é isso que alguém deseja, realmente? -N.
"O homem só vive enquanto sociedade". Se ficássemos sozinhos, acabaríamos loucos. O homem tem necessidade de se socializar. Dessa necessidade surgem as emoções. O amor, o ódio, a amizade, e talz,
e é aíííí que o ser humano se fode!
O ser humano acredita, que todos tratam das suas emoções da mesma forma, e as vezes com o mesmo cuidado, que ele. Espera que o sentimento que ele exibe seja recíproco. É nesse momento que ele entende um famoso pensamento: Só sei que nada sei. "Sócrates sempre dizia que sua sabedoria era limitada à sua própria ignorância. Ele acreditava que os atos errados eram consequências da própria ignorância. Nunca proclamou ser sábio. A intenção de Sócrates era levar as pessoas a se sentirem ignorantes de tanto perguntar, problematização sobre conceitos que as pessoas tinham dogmas, verdades." (Fonte: winkipédia)

Então, quando nos decepcionamos, descobrimos a nossa ignorancia, perdemos nossa inocencia. E depois de toda essa merda, o que vem? O que nos aguarda? Repetimos todo esse processo até nos cansarmos e, finalmente, aprendermos! Se essa teoria fosse aplicada nas primeiras tentativas, estaria até bom. Mas nãoooo.. demooooooooooooooooooooora pra enxergarmos o que está na nossa cara!
Se aprendemos, por que insistimos?

>.< Esquece isso..



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Às vezes o que a gente procura, não é o que a gente procura. É o que a gente encontra."

Como escrever sobre o que não vivi? Tudo pode ser muito semelhante, mas nunca é igual.
Nunca vamos viver o mesmo momento ou sentir o mesmo sentimento outra vez.
Mais intenso, mais sereno, mais turbulento, calmo até demais. Nunca igual.
Não quer dizer que tudo foi esquecido ou será sempre lembrado. Só quer dizer que é diferente.
Diferente.
Quando encontramos alguém diferente, passamos a ver tudo de um modo... diferente.
As coisas que nunca foram notadas passam a ter todo sentido. E o que antes era tão importante,
passa a ser uma lembrança do que foi muito bonito.
O que me cerca é tão atraente, tão vivo, tão tocável.
Tudo que eu já fui, tudo que eu sou e o que posso ser. É diferente.
É poder ser completa. É não precisar fingir. É poder gritar e rir. Como me negar essa sensação tão agradável? Quem o faria?
A insonia me consome toda noite. As incertezas parecem tão distantes, agora. Não consigo ignorar esse turbilhão aqui dentro. Eu quero tudo! Sem hesitar. Eu quero fazer cada dia valer a pena.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que não tem vergonha, nem nunca terá...

- Vamos dançar?
Ficha técnica:
Pessoa: desconhecida.
Tom de voz: gentil e sugestivo.
Olhar: confiante.
Movimentos corporais: suaves e singelos, determinados.
Cenário: Indiferente.
Final: Vocês vão para a cama.
Creio que esses sejam os passos mais conhecidos (sujeito a variações).*

 Quem não se renderia aos encantos? Quem resiste ao charme e sedução de mais um convite? Mas... convite para que? Amor? Prazer?  Vingança?
A grande realidade: somos banais. E somos pra caramba!
Nos tornamos assim com o tempo, experiências, frustrações, desvio de caráter. Perdemos a inocência. Alguns já não têm nada a perder mesmo.
 Sexo. Aii esses tempos, essa idade tão contemporânea, me assusta! [Me atrai!]
Falando sério, quem não broxa quando escuta: “Vamos fazer amor?” – aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarg! – Isso devia ser um crime!!!
Bem, aí está a prova: acabamos, liquidamos, destruímos o romance (quando se trata de sexo)!
Nem adianta ser hipócrita.
Situação: Você vê aquela mulher com tudo no lugar, cabelo bonito, tudo muito atraente. A primeira coisa que você pensa é:
1)      Só vamos transar depois do casamento. E eu vou te amar e respeitar PARA SEMPRE!
2)      Te como de boa! (de quatro, de frente, de lado)
Situação: Querida amiga, quando aquele cara do jeito que você gosta - vindo diretamente do Olimpo -  passa perto de você, qual a primeira coisa que você pensa?
1)       Será que eu apaguei a luz antes de sair de casa?
2)      Hmmm’ acho que ele tem pegada. Deve fazer sexo muito bem.

Encaremos os fatos: amor é amor, mas sexo é sexo. Hoje em dia, ninguém está imune a esta nova realidade. Nem as mulheres, antes tão recatadas, hoje tão modernas.
Obviamente, com este olhar, não quero dizer que o amor esteja banido da nossa vida. Só quero dizer que: as pessoas fazem sexo por amor ou não.
O que eu quero dizer com todo o blá, blá, blá é que o sexo foi banalizado. É algo tão comum como beijar na boca, pagar a conta, dizer te amo (antes era bom dia, hoje é eu te amo). Antigamente o sexo era a demonstração de amor mais verdadeira e pura que alguém poderia oferecer. Ainda pode ser. Mas, agora, fazemos, também (e muito mais), sexo só por fazer. Só pelo prazer.

- Enfim, quer dançar?
- Claro! Você paga o motel! u.u

*O texto não tem como finalidade ofender nenhum paradigma, doutrina, ideologia, religião e afins. É apenas uma observação, do cotidiano, do meu ponto de vista. Esquece isso. ^^

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Roda mundo, roda gigante..."

Felicidade. Tristeza. Sentimentos tão opostos [tão próximos]. Um leva ao outro, involuntariamente.
Felicidade.
A felicidade é tão abstrata que vivemos a sonhar com esta utopia. Vivemos em busca de algo que existe nos livros de infância que lemos ou nas estórias dos filmes de Hollywood.
Não sei bem por que, soubemos de algum, modo que a felicidade existe. Mas, de verdade, quem já viu? Quem já se sentiu completamente feliz e realizado? Quem já se sentiu tão bem a ponto de não ter nenhuma preocupação, e tudo acontecer exatamente como o previsto?
Não é ceticismo, é apenas a verdade, nua e crua, que exponho.  É claro que existem momentos felizes, onde algo o deixa tão animado, que, momentaneamente, é esquecido qualquer tormento. Mas é tão belo quanto breve. Isto faz com que seja tão sublime, que se torna inesquecível. Geralmente, se torna o tempo mais bem gasto e agradável que se pode sentir, quem sabe, por toda a vida. É isso que nos transmite a ilusão de “felizes para sempre”.  Talvez essa seja o verdadeiro sentido de felizes para sempre. Aquele estado agudo de felicidade, instantâneo, eufórico. Talvez seja a lembrança dessa sensação que torna o “feliz” para sempre.
Tristeza.
Agora me diz: Por que, diabos, rejeitamos tanto a tristeza?
Durante esses dias, eu li um texto da Martha Medeiros, publicado na Revista O Globo, e em um trecho era dito (cof cof): “Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. [...] Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor  – que venha a próxima, normais que somos.”
Devo dizer, refleti muito sobre esse pensamento. A tristeza deveria ser mais respeitada. Às vezes, é através na nossa dor que nos concentramos no nosso interior, enxergamos nossas verdades, nossos medos, e aprendemos a lidar com toda essa confusão. É quando estamos mais sensíveis e vemos tudo de forma clara e objetiva. Por mais que gritemos a todos que é dor mais forte e que é pra sempre, no fundo sabemos que é passageiro. Quando passa, nos resta a saudade, e isso não é tão ruim.

E a tristeza, logo, logo, encontra a felicidade. E depois a tristeza se abriga outra vez. É um ciclo vicioso. Quem sabe, seja só a arte de viver.
Cara... esquece isso!


domingo, 16 de janeiro de 2011

É como um dia depois de outro dia...

Medo. Tudo começa com esse estranho sentimento. As pessoas tem medo de se entregarem. Tantas causas podem justificar esse medo. Um trauma, um conselho, desconfiança. O fato é que, não necessariamente, devido a esse medo, deixamos de fazer ou dizer o que queremos de verdade.
Pior mesmo é quando deixamos essa emoção, e não se recebe o devido valor. Geralmente, são as mais singelas atitudes que fazem toda diferença. Mas esta, parece ser uma ação facilmente ignorada.
Ninguém espera pra sempre. Isso é uma ilusão. E, ninguém, suporta tanto descaso.
Tanta presunção pode levar a surpresas. Nem tudo é suportável.
Ééé... existe um momento em que não se pode perdoar ou esquecer. É nesse momento que se perde.
Quando se perde algo ou alguém é quando o outro, se lembra, dá o valor. Às vezes esse valor é atrasado demais. Já não importa, já não faz diferença. Pior é quando, realmente, não há nada que se possa fazer pra mudar o erro.
É um cruel fato, mas me faz entender: é necessário perder pra se dar valor? Será que as pessoas são tão mesquinhas, a ponto de só enxergar o óbvio quando já não resta mais nada a fazer?
O erro é de quem? De quem não percebe o que se passa, alimentando seu bel-prazer, ou de quem permite o amor relaxado?
Coisas minhas... esquece isso. 1bj ;**


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Agora falando sério...

- Foco. - Repeti várias vezes na minha cabeça, antes de ignorar minhas razões e fazer tudo de novo.
Eu devia ter me parado. Agora, não posso voltar atrás. Devo assumir minhas ações.
Não me arrependo, apesar das minhas certezas, me sinto melhor agora. Me sinto completa.
- O que é isso? Você está esboçando um sorriso? - eu me perguntei, convencida de que, agora sim, eu estava completamente louca.
Se não fosse a minha loucura, provavelmente eu nem estaria aqui. Eu nunca poderei saber o que teria acontecido se não o tivesse feito. - estremeço só de pensar.
Devo dizer, tudo me parece muito claro! Eu já não me importo com o que antes me incomodava. Já não faço questão do que antes sempre fiz. Vejo a verdade, e a encaro, de modo tranquilo, sereno. Eu consigo enxergar o que qualquer um afasta ou rejeita.
Veja, não é indiferença, é apenas cansaço. As pessoas me cansam.
Mesmo com esse desprezo, por que insisto em me apaixonar e reapaixonar por pessoas?
Um cachorro merece um pouco mais da minha atenção do que as pessoas, e nem por isso o faço.
É que.. as pessoas, com todos os defeitos, ainda me seduzem. Pareço não perder essa mania de tentar.
Quase nunca me arrependo das minhas tentativas frustradas. Geralmente aprendo tanto que não me permito lamentar. Bom, em algum momento eu vou acertar, pq não pode ser agora?
Tudo me parece mais calmo, me sinto pronta para o que me espera. Eu não sei onde isso vai parar, mas confesso estar anciosa. Sinto que é apenas o começo. Na verdade, um recomeço.
Rs... esquece isso.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eu tava aqui pensando...

Esses dias, senti vontade de não ter tanta confusão na minha cabeça. De ser mais livre, mais leve. Obviamente a utopia ficou só na vontade mesmo. Quer dizer, como podemos ser livres de nossas emoções se, a todo tempo, somos escravos delas?
Como grande ironia, é justamente nesse momento que tudo fica muito mais intenso.
Então, para escapar dessa intensidade, escondemos nossas pretensões de nós mesmos, pra nos proteger... de que? Do inevitável?
Não tem pra onde correr. As responsabilidades estão lá, te esperando, e não se engane, ninguém as cumprirá por você!
E apesar de tudo, de todos os sinais, de todos os conselhos, de tanto ignorar, você fará exatamente o que você quer fazer, porque você acha que tem tudo sobre controle. Não, você não tem.
O que você tem são escolhas. Você escolhe que roupa vestir, o que comer, em quem votar, morrer, matar, ser bom, ser mau, amar, odiar.
Sim, você escolhe. Sempre existarão opções. Cabe só a você fazer a melhor e lidar com as consequencias.
Em contradição,  será que podemos escolher ser livres de nossas emoções? Sei lá... esquece isso.